A Uber obteve uma importante vitória judicial nesta segunda-feira (19), ao conseguir derrubar dois processos que somavam cerca de £ 340 milhões (R$ 2,3 bilhões) em indenizações. As ações foram movidas por um grupo de taxistas tradicionais de Londres e por duas empresas de transporte privado que já encerraram suas atividades.
Os processos, que datam de 2024, alegavam que a Uber havia fornecido informações “enganosas e imprecisas” à Transport for London, a autoridade responsável pelo transporte na capital britânica, durante o processo de obtenção de sua licença para operar. Os taxistas, representando cerca de 13 mil motoristas, reivindicavam quase £ 200 milhões (R$ 1,35 bilhão), enquanto as empresas Kabbie e Iride buscavam £ 140 milhões (cerca de R$ 945 milhões).
No entanto, o juiz Simon Birt rejeitou as ações com base no prazo legal para a apresentação de processos desse tipo, que é de seis anos. Segundo o juiz, os autores deveriam ter descoberto as alegações de fraude antes de 2018, o que levou à decisão de não analisar o mérito das acusações. A Uber, representada por um porta-voz, comemorou a decisão, afirmando que isso coloca um ponto final a questões que estavam pendentes.
Os taxistas, por sua vez, expressaram sua decepção com o resultado e afirmaram que estão avaliando as opções disponíveis para continuar a luta. A RGL Management, que administrou os processos em nome dos taxistas, manifestou sua insatisfação e a busca por alternativas legais.
Essa decisão vem em um momento crucial para a Uber, que se prepara para enfrentar uma nova batalha judicial na próxima semana. A empresa enfrentará a autoridade tributária britânica em uma disputa fiscal que pode ultrapassar £ 1 bilhão (R$ 6,75 bilhões), o que sinaliza que os desafios legais para a gigante dos transportes estão longe de acabar.



