domingo, 01/11/2026

Sites são desativados por governos e empresas após identificação de vulnerabilidades que podem ser exploradas por hackers.

Na quarta-feira, 21, um alerta global sobre vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP levou diversas agências governamentais e empresas a suspenderem seus sites. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) foi…

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Na quarta-feira, 21, um alerta global sobre vulnerabilidades críticas na linguagem de programação PHP levou diversas agências governamentais e empresas a suspenderem seus sites. A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) foi clara ao recomendar que instituições realizassem correções imediatas ou desativassem sistemas suscetíveis. Segundo a NSA, essas falhas podem permitir acesso direto ao sistema de arquivos ou ao banco de dados do servidor, expondo os sites a invasões indesejadas.

A popularidade do PHP, amplamente utilizado em sites que vão desde lojas virtuais até portais de notícias e serviços governamentais, acentuou a gravidade da situação. Hackers poderiam explorar as vulnerabilidades para assumir o controle de servidores sem a necessidade de senhas, o que torna a situação ainda mais alarmante. A repercussão da descoberta coincide com um aumento nas discussões sobre segurança de software, impulsionado pelo avanço de modelos de inteligência artificial.

Desenvolvedores do projeto PHP, apoiados pela PHP Foundation, lançaram uma atualização para corrigir as falhas no mesmo dia do alerta. A fundação enfatizou a urgência da atualização, afirmando que “se você usa PHP, é imperativo atualizá-lo imediatamente”. As vulnerabilidades foram inicialmente comunicadas em agosto pela Calif, uma empresa de segurança, e pela OpenAI, que identificou o problema de forma independente. Posteriormente, a Wiz, vinculada ao Google, também relatou formas adicionais de exploração das falhas.

A situação se complicou ainda mais quando detalhes sobre as falhas vazaram online, um dia antes da correção planejada, levando a uma corrida frenética para desativar sites. Na França, por exemplo, o município de Paris e outras administrações locais suspenderam o acesso a seus sites após a intervenção da Agência Nacional de Cibersegurança, enquanto nos Países Baixos, serviços essenciais como o DigiD e o site da Câmara dos Representantes foram desligados como medida preventiva, conforme reportado pela emissora NOS.