domingo, 01/11/2026

Identidade digital: aspectos a considerar na escolha de plataformas de onboarding diante de fraudes em alta

O aumento das fraudes digitais tem se tornado uma preocupação crescente tanto para consumidores quanto para empresas. A Serasa Experian, por exemplo, registrou um alarmante crescimento de 32,9% nas tentativas de fraudes de identidade…

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O aumento das fraudes digitais tem se tornado uma preocupação crescente tanto para consumidores quanto para empresas. A Serasa Experian, por exemplo, registrou um alarmante crescimento de 32,9% nas tentativas de fraudes de identidade no primeiro semestre de 2026, totalizando aproximadamente 2,86 milhões de incidentes. Esse fenômeno se intensificou, especialmente em agosto, com 505,8 mil novas tentativas, o que equivale a uma tentativa a cada 5,3 segundos.

À medida que as tecnologias evoluem, as instituições financeiras e prestadoras de serviços precisam adotar abordagens mais sofisticadas para o processo de onboarding digital, que é o método de verificação da identidade do cliente ao abrir contas ou realizar cadastros online. A complexidade deste processo não deve ser subestimada; a segurança e a experiência do usuário devem andar lado a lado, evitando criar barreiras que possam frustrar clientes legítimos.

A verificação de identidade no ambiente digital pode ser um desafio multifacetado. Uma abordagem eficaz normalmente combina várias tecnologias, como validação de documentos, biometria facial e prova de vida. Essas ferramentas, quando integradas de forma harmoniosa, não apenas garantem a segurança, mas também tornam a experiência mais fluida para o usuário. O ideal é que as diferentes camadas de segurança sejam ajustadas conforme o nível de risco apresentado em cada interação.

Além disso, o contexto do acesso do cliente, como o dispositivo utilizado e a geolocalização, pode oferecer pistas valiosas para a análise de risco. Um acesso feito a partir de um dispositivo conhecido e em horários habituais deve ser tratado de maneira diferente de um acesso realizado por um aparelho novo ou fora do padrão comportamental do usuário.

No entanto, é crucial lembrar que a adição de etapas de segurança deve ser sempre equilibrada com a experiência do usuário. Uma abordagem excessivamente rigorosa pode resultar em abandonos e frustrações. Assim, métricas como taxa de aprovação e ocorrências de falsos positivos se tornam essenciais para identificar possíveis fricções no processo de onboarding.

Um exemplo prático desse equilíbrio pode ser visto no trabalho do BRB (Banco de Brasília) em parceria com a Serasa Experian. Ao modernizar seu processo de abertura de contas online, o banco conseguiu reduzir em 86,2% os cadastros que precisavam de análise manual, diminuindo o tempo de abertura de contas de até duas horas para menos de 15 minutos, enquanto elevou a taxa de aprovação para 85%.

O futuro do onboarding digital parece promissor, com soluções como o IDPass da Serasa Experian, que permite que dados e documentos previamente validados sejam reutilizados com o consentimento do usuário. Essa abordagem promete uma aprovação instantânea para nove em cada dez usuários, reduzindo a necessidade de formulários extensos.

Em um panorama onde a segurança e a eficiência são essenciais, a integração de tecnologias e a utilização inteligente de dados são fundamentais. A Serasa Experian, com seu portfólio diversificado, continua a ser um pilar na luta contra fraudes digitais, proporcionando ferramentas que não apenas protegem as empresas, mas também melhoram a experiência dos usuários em suas jornadas digitais.