domingo, 01/11/2026

Austrália inicia processo coletivo contra Meta visando proteção de crianças

A Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, se vê agora no centro de uma controvérsia legal na Austrália, onde enfrenta uma ação coletiva que a acusa de expor crianças a conteúdos nocivos e de…

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A Meta, empresa-mãe do Facebook e Instagram, se vê agora no centro de uma controvérsia legal na Austrália, onde enfrenta uma ação coletiva que a acusa de expor crianças a conteúdos nocivos e de utilizar algoritmos para criar um ciclo vicioso de uso nas plataformas. O processo, que pode estabelecer precedentes significativos, foi protocolado no Tribunal Federal da Austrália pelo escritório de advocacia MinterEllison.

Os autores da ação, oito indivíduos que alegam ter sido prejudicados pela empresa durante a infância, buscam indenização por danos que afirmam ter sofrido devido ao uso das redes sociais. Em resposta, um representante da Meta declarou que a empresa está ciente das alegações e que se defenderá com vigor.

O momento da ação é emblemático, pois coincide com um aumento da pressão regulatória sobre as gigantes da tecnologia na Austrália. O país implementou recentemente uma legislação que proíbe a utilização de redes sociais por menores de 16 anos, além de estar em discussão novas regras que permitiriam aos usuários desativar conteúdos recomendados por algoritmos em seus feeds.

Em uma tentativa de compliance com a nova legislação, a Meta já havia começado a remoção de contas de usuários abaixo dessa faixa etária em dezembro do ano passado, evidenciando a seriedade com que a empresa encara as novas exigências. Contudo, a situação na Austrália não é isolada; nos Estados Unidos, a Meta concordou em um acordo de US$ 18 bilhões para resolver acusações de que suas plataformas foram projetadas para viciar crianças, o que acende um alerta sobre as práticas da empresa em contextos globais.

À medida que a ação avança, ela poderá não apenas moldar a responsabilidade das redes sociais em relação ao público jovem, mas também influenciar a forma como as plataformas operam e se regulam, abrindo caminho para um debate mais amplo sobre a proteção dos menores na era digital.

Crédito da imagem: Facebook e Instagram