domingo, 01/11/2026

Problemas no PHP resultam na suspensão de sistemas dos tribunais brasileiros e da Anatel; governo emite aviso.

Recentemente, a segurança cibernética foi colocada em xeque no Brasil e em outros países após a descoberta de falhas críticas na linguagem de programação PHP, amplamente utilizada na construção de sites. A Anatel e…

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Recentemente, a segurança cibernética foi colocada em xeque no Brasil e em outros países após a descoberta de falhas críticas na linguagem de programação PHP, amplamente utilizada na construção de sites. A Anatel e diversos tribunais brasileiros decidiram suspender o uso do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) como medida preventiva diante do risco de invasões. Essa plataforma, que é essencial para a gestão de processos administrativos, ficou indisponível temporariamente, refletindo a gravidade da situação.

A linguagem PHP, que alimenta uma vasta gama de serviços online, desde redes sociais até plataformas de e-learning, representa cerca de 70% dos sites na internet, conforme apontam rankings públicos. Com as vulnerabilidades recém-descobertas, especialistas como Thiago Ayub, da Sage Networks, alertam que os sites que não se atualizarem rapidamente correm o risco de serem comprometidos por invasores. O governo federal já emitiu um alerta para que todos os órgãos públicos realizem a atualização imediata de seus sistemas.

O Centro Integrado de Segurança Cibernética do Governo Digital (CISC) foi o responsável por divulgar o aviso na última quarta-feira, 21. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) também reforçou a urgência da situação, orientando gestores de Tecnologia da Informação a tomarem ações rápidas para evitar possíveis invasões. O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) detalhou que todos os sistemas desenvolvidos em PHP devem ser retirados do ar até que a situação seja normalizada.

Em resposta à crise, a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) e a Agência Nacional de Cibersegurança da França também recomendaram ações rápidas para corrigir as falhas ou desativar sistemas vulneráveis. O impacto foi imediato, com sites de administrações locais na França e agências governamentais nos EUA sendo tirados do ar em um esforço para proteger dados sensíveis.

A descoberta das falhas foi feita por empresas de segurança, incluindo a Calif e a OpenAI, que identificaram as vulnerabilidades de forma independente. A Wiz, uma empresa de segurança na nuvem, também contribuiu para a identificação das falhas, destacando que a utilização de inteligência artificial foi crucial para essa detecção. As vulnerabilidades em questão são descritas como algumas das mais sérias já registradas na história do PHP, o que levanta questões sobre a segurança digital em um mundo cada vez mais conectado.