A Alphabet, controladora do Google, está prestes a expandir sua estratégia de anúncios baseados em inteligência artificial (IA) para o Brasil, México e Reino Unido. A mudança, anunciada por Shashi Thakur, vice-presidente de Google Ads, visa integrar uma abordagem mais conversacional às buscas, permitindo que os usuários façam perguntas mais extensas e detalhadas.
Esse novo formato, denominado Modo IA, já está sendo testado em dez países, como Austrália e Índia, e promete revolucionar a maneira como os anúncios são apresentados. Thakur destacou que as buscas realizadas nesse modo são, em média, três vezes mais longas do que as tradicionais, o que permite ao Google entender melhor a intenção dos usuários e oferecer anúncios mais relevantes. Ele ainda acrescentou que os resultados têm sido positivos, com usuários se mostrando confortáveis e satisfeitos com a publicidade exibida.
No entanto, a expansão para novos mercados, incluindo o Brasil, ocorre em um contexto delicado para a Alphabet. Após um desempenho financeiro aquém das expectativas no setor de publicidade, as ações da empresa sofreram uma queda significativa, refletindo a pressão dos investidores e a preocupação com a capacidade de transformação dos investimentos em IA em receitas eficazes. O aumento dos gastos relacionados à inteligência artificial tem levantado questões sobre a sustentabilidade financeira desse modelo de negócios.
Além disso, o Google está introduzindo nos EUA os chamados anúncios multiturno, que se adaptam ao contexto da conversa mantida com a IA, apresentando publicidade pertinente às perguntas feitas ao longo da interação. Os anúncios serão claramente identificados como “Patrocinados”, enquanto a empresa continua a buscar formas de garantir que sua publicidade permaneça útil e relevante.
Com a pressão sobre seus resultados financeiros e a necessidade de inovar em um mercado cada vez mais competitivo, a Alphabet parece determinada a aprimorar sua oferta de anúncios. A expectativa é que essa nova estratégia não apenas auxilie na recuperação de sua performance, mas também redefine a forma como os usuários interagem com a publicidade digital.



