O Parlamento da Grécia tomou uma decisão significativa ao aprovar um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por crianças com menos de 15 anos. A medida, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2027, reflete a crescente preocupação com os impactos dessas plataformas na saúde mental e na segurança dos jovens. O primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis destacou que as empresas terão um prazo de dois meses e meio para implementar mecanismos adequados de verificação de idade, garantindo assim uma maior proteção da privacidade dos usuários.
A legislação grega surge em um contexto de debate global sobre o uso de redes sociais por menores. Com a Grécia se juntando a outros seis países da União Europeia que buscam soluções conjuntas com a Comissão Europeia, a iniciativa é vista como um apoio aos pais na luta contra a “rolagem infinita” que afeta o sono, a concentração e as interações sociais das crianças.
Essa não é a primeira vez que a questão é abordada no cenário internacional. A Austrália foi pioneira ao implementar restrições semelhantes no ano passado, enquanto na França, uma tentativa de criar uma legislação equivalente foi barrada pelo Conselho Constitucional, que levantou preocupações sobre a viabilidade da verificação de idade. O tribunal argumentou que a imposição de restrições a menores poderia levar a um cenário onde todos os usuários, incluindo adultos, precisariam comprovar sua idade para acessar serviços online.
Com a Grécia liderando essa nova abordagem na Europa, resta saber como as plataformas digitais irão responder a esses desafios regulatórios e qual será o impacto real sobre o comportamento e a saúde mental das crianças e adolescentes no futuro.



