Um vídeo que vem circulando nas redes sociais atribui falsamente declarações a Leonel Brizola, associando o ex-governador do Rio de Janeiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro e às milícias. Essa desinformação, amplificada por plataformas como X, Facebook e Instagram desde o dia 15 de outubro, utiliza tecnologia de inteligência artificial para criar uma narrativa enganosa.
No material, uma legenda afirma que Brizola já alertava desde 1989 sobre Bolsonaro, alegando que ele “mandava na milícia e comandava o esquadrão da morte”. A gravação, porém, é uma manipulação de um debate presidencial da época, onde Brizola discute diversas questões relacionadas à política brasileira, mas não menciona Bolsonaro.
Para esclarecer a veracidade do conteúdo, o Fato ou Fake analisou o vídeo e utilizou ferramentas de detecção de IA que confirmaram a adulteração. A transcrição do debate de 1989 revela que Brizola falava sobre a repressão durante a ditadura militar, sem qualquer referência ao ex-presidente. As análises indicaram uma probabilidade de 99% de que o áudio tivesse sido gerado ou manipulado por inteligência artificial, evidenciando a fraude por meio da técnica conhecida como deepfake.
Com a proliferação de informações enganosas nas redes sociais, é essencial que o público mantenha um olhar crítico e busque fontes confiáveis para verificar a autenticidade dos conteúdos que consome e compartilha. O caso em questão é mais um exemplo do uso malicioso da tecnologia para distorcer a realidade e influenciar a opinião pública.
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